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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Livro: Evangelhos que Paulo jamais pregaria

Oi, ainda tem alguém por aí?

Leitoras lindas do meu coração, estou muuuuuuito tempo ausente, eu sei. Nos últimos meses minha rotina mudou muito, mudei de trabalho (então acabei perdendo minha fotógrafa oficial) e para completar estou trabalhando de farda (os looks sofrem, mas o sabão em pó agradece) . Então foto de look por aqui tá difícil, maaaas como nem só de looks viverão as Cristãs e Chiques, cá estou eu para dar uma dica de leitura para vocês.



Eu tenho uma queda por apologética, gosto de ler sobre como pensam as religiões, de onde surgiram, em que acreditam, essas coisas... Eu conheci o Pr Ciro Sanches Zibordi nas revistas de Escola Dominical dos Juvenis, ele era comentarista da lição e fui ver os livros que ele tinha escrito. Comecei pela série "Erros" (Erros que os pregadores devem evitar; Mais erros que os pregadores devem evitar; Erros escatológicos que os pregadores devem evitar; Erros que os adoradores devem evitar) e me identifiquei muito com o estilo de escrever dele, direto e humorado.

Um belo dia meu pai estava comprando algumas coisas no site da Cpad e este livro estava em promoção, pedi que ele comprasse para mim, mas só li mesmo meses depois. Evangelhos que Paulo jamais pregaria? Como assim? O evangelho não é um só? Fiquei curiosa.

Falei que eu gosto de apologética, mas esse livro não é de apologética (pelo menos não da maneria que estamos acostumados a ver). O livro nos leva a refletir sobre nós mesmos, a igreja que se diz evangélica. Ao ler o livro (isso sempre acontece comigo) alguns pensamentos que eu tinha, mas não sabia como expressar estavam lá! Que Evangelho temos visto hoje nas igrejas? O da Bíblia? O de Cristo? Nem sempre...

O autor nos convida a uma reflexão à luz da Bíblia sobre como as igrejas tem se comportado ultimamente. Tudo indica é que precisamos de uma "Nova Reforma". Os "Cinco Solas" há tempos tem deixado de ser uma característica da doutrina que se diz protestante. O que fazer? LER A BÍBLIA!

Gosto sempre de deixar os títulos dos capitulos para vocês terem uma noção do conteúdo do livro.

Introdução: E se Paulo nos fizesse uma visita?

1. E estes que crerem seguirão aos sinais - O evangelho empirista

2. Você acredita em Papai Noel? - O evangelho antropocêntrico

3. Tudo por dinheiro - O Evangelho da prosperidade

4. Todos querem chegar ao topo - O evangelho ecumênico

5. Calvinista ou Arminianista? - O evangelho teologicocêntrico

6. Use a cabeça, mas nem tanto - O evangelho filosófico

7. Coais o mosquito e engolis o camelo - O evangelho farisaico

8. Adoração Extravagante - O evangelho do entretenimento

9. Fiz-me seu inimigo dizendo a verdade? - O evangelho de Cristo

Epílogo: Epístola aos pastores do século XXI - A 14º epístola de Paulo.


Como sempre gosto de ressaltar que qualquer leitura Extra-Bíblia deve sempre passar pelo filtro da Palavra de Deus. Ela é nossa regra de fé e pratica! Sejam bereanos, questionem. Onde tá isso na Bíblia? Qual o contexto desses versículos?

Que a cada dia possamos crescer na graça e no conhecimento do Nosso Senhor Jesus Cristo!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Sobre a brevidade da vida.





Eu não gosto de ver vídeos, sou a última pessoa a ver um vídeo que todo mundo compartilha (e só depois de ver quem compartilhou e os comentários sobre o vídeo), mas semana passada eu vi um vídeo que me chocou. 


Em Belo Horizonte, no momento em que um viaduto caiu, muitas pessoas que estavam ali filmaram o ocorrido. Marcaram-me em um desses vídeos e não sei por que assisti de cara. Uma cena muito triste, uma verdadeira tragédia. O que mais me chocou foi ver a motorista do ônibus ainda com vida. Chorei. Uma coisa é ver uma ponte caída, outra é ver uma pessoa em baixo dela. Aquela imagem ficou na minha cabeça (acho que por isso não gosto muito de ver vídeos, fico impressionada com facilidade).


Não fui atrás das notícias sobre esse acidente, nem em saber quantas pessoas morreram ou ficaram feridas, sou muito fraca para essas coisas. Meus sentimentos aos familiares que perderam entes queridos, que Deus conforte o coração de vocês.


No fim de semana fiz uma pequena viagem com a igreja que faço parte e no caminho ia pensando naquela situação e Deus falou profundamente comigo.  Lembrei-me de várias passagens do livro de Eclesiastes, onde Salomão fala da brevidade da vida e sobre coisas que não podemos controlar.


“Voltei-me, e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a batalha, nem tampouco dos sábios o pão, nem tampouco dos prudentes as riquezas, nem tampouco dos entendidos o favor, mas que o tempo e a oportunidade ocorrem a todos. Que também o homem não sabe o seu tempo; assim como os peixes que se pescam com a rede maligna, e como os passarinhos que se prendem com o laço, assim se enlaçam também os filhos dos homens no mau tempo, quando cai de repente sobre eles.
Eclesiastes 9:11-12

“Nenhum homem há que tenha domínio sobre o espírito, para o reter; nem tampouco tem ele poder sobre o dia da morte.” Eclesiastes 8:8

“Tudo sucede igualmente a todos; o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento.” Eclesiastes 9:2

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.”Eclesiastes 9:10


Fiquei pensando naquelas pessoas que saíram para trabalhar naquele dia, fiquei pensando em todos os dias em que saio para trabalhar. Fiquei pensando em como fazemos planos, como nos sentimos potentes, fortes e às vezes até “imortais”. Não acho que seja ruim fazer planos, pelo contrário, isso é o que nos move, mas quando perdemos a noção da nossa real condição, nos tornamos tolos.


Fez-me lembrar dum fato que li sobre Steve Jobs. Quando descobriu que estava com câncer e que provavelmente teria pouco tempo de vida, ele decidiu fazer um barco que demoraria anos para ficar pronto (provavelmente depois que ele morresse). O que eu achei mais interessante na história toda é que ele disse que ficaria muito triste se vivesse mais do que o esperado e não tivesse começado a construir o barco.  Enfim, ele morreu e não viu o barco ficar pronto, mas esse projeto o incentivou a ficar vivo. Achei admirável ele aceitar a sua condição e mesmo assim não se entregar a morte.


Quantas coisas nós sonhamos realizar? Uma casa melhor, um carro, quitar uma dívida, entrar na faculdade, casar, ter filhos... todos temos sonhos e repito: não é errado sonhar. Mas para certas coisas existe um tempo a esperar, um preço a pagar. E pode ser que nunca alcancemos certos sonhos (não é o que eu espero, mas é a verdade)



O que mais me incomodou em refletir sobre tudo isso foi lembrar que existem coisas que não precisam esperar. Existem coisas que podemos fazer hoje, agora, já e ... não fazemos. Acredito que essas coisas simples são as que mais trazem arrependimento. Perdoar, dizer que ama, que quer bem, fazer uma visita ou uma ligação, brincar com seus filhos e netos, ir à praia ou à praça, e por fim o mais importante (para mim) pensar na sua eternidade. Talvez muitos leitores aqui não sejam cristãos, não creiam na Bíblia, tudo bem, respeito. Eu acredito na Bíblia e segundo ela só há uma maneira de ser salvo e ir para o céu: aceitar a JESUS como Salvador. Só temos essa vida para decidir isso, e não sabemos quanto tempo ela vai durar.



Minha conclusão disso tudo? Não espere ~tempo~ para fazer coisas que você pode fazer agora, não se desespere por ainda não ter alcançado seus objetivos, mas não deixe de tê-los. Saiba que somos como uma erva que hoje está viva e amanhã não mais, não temos poder sobre o dia da nossa morte, o que podemos fazer devemos fazer enquanto estamos vivos pois não sabemos se o dia de amanhã será bom ou mau. Na verdade não há nenhuma diferença entre nós e aquela mulher que naquele triste dia saiu para trabalhar.